SIM.3

SIMULADO 3 — DIFÍCIL

Trinta e duas questões inéditas, mais exigentes que as duas anteriores. Numeração própria — este simulado não é continuação dos outros dois. Vale reler o Atlas de Estudos antes de começar.

Como responder
Marque uma única alternativa por questão. Ao terminar, me envie suas respostas — foto da folha no fim da página, ou uma lista tipo "1-C, 2-B, 3-D…". Sem gabarito nesta página, de propósito.
BiologiaFísicaQuímicaMatemática BiologiaFísicaQuímicaMatemática
BIO
Questões 1–8

BIOLOGIA

Q01

A doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, evolui para uma fase crônica em que a parasitemia (quantidade de parasitas circulantes no sangue) é baixa, mas complicações graves como megaesôfago e megacolo continuam se desenvolvendo, por vezes décadas após a infecção inicial.

O principal mecanismo responsável pelo dano tecidual observado nessa fase crônica é:

  1. a intensa multiplicação do parasita nos órgãos afetados, com destruição direta e maciça das fibras musculares.
  2. a obstrução mecânica dos vasos sanguíneos por acúmulo de formas amastigotas circulantes.
  3. uma resposta imunológica persistente contra antígenos do parasita, que continua destruindo neurônios do plexo mioentérico mesmo com parasitemia baixa.
  4. a ação direta de toxinas secretadas pelo barbeiro durante picadas repetidas ao longo dos anos.
  5. uma deficiência nutricional causada pela competição do parasita por nutrientes no lúmen intestinal.
Q02

Em indivíduos imunocompetentes, o bacilo de Koch pode ficar contido por anos dentro de um granuloma, formado por macrófagos ativados por linfócitos Th1 (via interferon-γ) — a chamada tuberculose latente, sem sintomas e sem transmissão. Em pacientes com infecção por HIV, no entanto, é comum a reativação da tuberculose antes latente.

O mecanismo que melhor explica essa reativação é:

  1. o bacilo de Koch sofre mutação genética induzida pelo HIV, tornando-se mais virulento.
  2. a queda na imunidade celular compromete a manutenção do granuloma, permitindo que a bactéria escape do controle e retome a multiplicação ativa.
  3. o HIV degrada diretamente a parede lipídica do bacilo, liberando toxinas armazenadas.
  4. a vacina BCG perde o efeito automaticamente após a soroconversão para HIV.
  5. o granuloma se rompe por aumento da pressão intratorácica associado a infecções oportunistas.
Q03

O vírus da dengue tem quatro sorotipos diferentes. Observa-se, clinicamente, que uma segunda infecção por dengue — causada por um sorotipo diferente do da primeira infecção — tem maior risco de evoluir para dengue grave (hemorrágica) do que a primeira infecção.

O fenômeno imunológico que melhor explica esse agravamento é:

  1. os quatro sorotipos produzem exatamente os mesmos anticorpos, então a segunda infecção é sempre mais branda.
  2. o vírus da segunda infecção é uma cepa naturalmente mais letal, independente da resposta imune do hospedeiro.
  3. anticorpos da primeira infecção neutralizam completamente o novo sorotipo, mas causam uma reação alérgica cruzada grave.
  4. anticorpos não neutralizantes gerados na primeira infecção se ligam ao novo sorotipo sem neutralizá-lo e facilitam sua entrada em células via receptores Fc — fenômeno conhecido como facilitação dependente de anticorpos (ADE).
  5. a memória imunológica reduz o número de receptores Fc nas células, dificultando a segunda infecção.
Q04

Um indivíduo vacinado anos atrás contra determinado patógeno é reexposto a ele. Comparando sua resposta imune com a de uma pessoa nunca exposta (primeira infecção),

espera-se que, no indivíduo já vacinado:

  1. o título de IgG suba mais rápido e atinja valores mais altos, refletindo a memória imunológica, enquanto o IgM permaneça discreto.
  2. o título de IgM suba mais rápido e mais alto que o de IgG, como ocorre tipicamente numa primeira exposição.
  3. nenhum anticorpo seja produzido, pois a vacina já eliminou definitivamente a capacidade do patógeno de estimular resposta imune.
  4. apenas anticorpos IgA sejam produzidos, já que toda vacina atua exclusivamente sobre as mucosas.
  5. a resposta imune celular seja completamente substituída pela resposta humoral após a vacinação.
Q05

Bactérias Gram-negativas costumam ser mais resistentes a certos antibióticos do que bactérias Gram-positivas, e infecções graves por Gram-negativas estão frequentemente associadas a choque séptico.

A explicação estrutural para essas duas observações está no fato de que:

  1. bactérias Gram-positivas são mais resistentes a antibióticos por possuírem uma membrana externa protetora que as Gram-negativas não têm.
  2. o lipopolissacarídeo (LPS) está presente exclusivamente em bactérias Gram-positivas e não tem relação alguma com choque séptico.
  3. a coloração de Gram distingue as bactérias exclusivamente pelo formato celular — cocos ou bacilos — e não pela composição da parede.
  4. bactérias Gram-negativas não possuem parede celular alguma, apenas uma membrana plasmática simples.
  5. a membrana externa das Gram-negativas dificulta a entrada de certos antibióticos e contém LPS, cujo lipídio A funciona como endotoxina responsável pelo choque séptico em infecções graves.
Q06

Genes de resistência a antibióticos, frequentemente localizados em plasmídeos, podem se espalhar rapidamente entre bactérias de espécies diferentes, mesmo sem que ocorra reprodução.

O mecanismo de transferência gênica horizontal mais associado a essa disseminação rápida é:

  1. a transformação, pois é o único mecanismo capaz de transferir genes de resistência entre espécies diferentes.
  2. a conjugação, na qual um pilo conecta duas bactérias e um plasmídeo é transferido de uma para a outra.
  3. a transdução, processo em que um bacteriófago obrigatoriamente insere genes de resistência no hospedeiro.
  4. a mitose bacteriana, mecanismo reprodutivo que gera clones já resistentes.
  5. a fagocitose cruzada, em que uma bactéria "engole" parcialmente outra e absorve seu material genético.
Q07

Pacientes tratados e curados de malária causada por Plasmodium vivax podem apresentar recaídas da doença meses ou até anos depois, mesmo sem nova picada de mosquito infectado — algo que não ocorre em infecções por Plasmodium falciparum.

Essa diferença se explica porque:

  1. P. falciparum forma hipnozoítos no fígado, o que explica as recaídas tardias típicas dessa espécie.
  2. todas as espécies de Plasmodium apresentam recaídas tardias, pois o parasita nunca é completamente eliminado do sangue.
  3. P. vivax forma hipnozoítos — formas dormentes no fígado — capazes de reativar meses ou anos depois; P. falciparum não apresenta essa forma.
  4. as recaídas ocorrem porque o mosquito Anopheles reinfecta repetidamente o mesmo indivíduo com formas latentes em seu aparelho bucal.
  5. a recaída é causada pela reprodução sexuada do parasita, que ocorre exclusivamente no fígado humano.
Q08

A bactéria Corynebacterium diphtheriae só produz a toxina causadora da difteria quando está infectada por um bacteriófago específico, integrado ao seu cromossomo como profago.

Esse fenômeno, em que um profago fornece genes que a bactéria hospedeira passa a expressar, é chamado de:

  1. ciclo lítico, que é sempre menos destrutivo que o lisogênico, pois preserva a célula hospedeira intacta.
  2. infecção mista, restrita a vírus que só conseguem infectar células eucarióticas.
  3. cura espontânea, já que o profago é eliminado automaticamente após uma geração.
  4. conversão lisogênica: um profago integrado ao cromossomo pode carregar genes que a bactéria passa a expressar, alterando suas características.
  5. um fenômeno restrito a vírus de RNA, nunca observado em bacteriófagos, que são exclusivamente de DNA.
FIS
Questões 9–16

FÍSICA

Q09

Uma fonte sonora se aproxima de uma parede fixa com velocidade constante de 20 m/s, emitindo continuamente um som de frequência 1000 Hz. O som se reflete na parede e retorna, sendo captado pela própria fonte (que continua se aproximando da parede no momento em que capta o eco). Considere a velocidade do som no ar igual a 340 m/s.

A frequência do eco percebida pela fonte é:

  1. 1000 Hz
  2. 1125 Hz
  3. 1062,5 Hz
  4. 1267 Hz
  5. 889 Hz
Q10

Uma corda de densidade linear 5 g/m e comprimento 2 m é esticada sob tensão de 200 N. A velocidade de propagação de ondas transversais nessa corda é dada por v =T/μ.

A frequência do modo de vibração dessa corda que apresenta 4 ventres (fusos) é:

  1. 50 Hz
  2. 100 Hz
  3. 400 Hz
  4. 200 Hz
  5. 25 Hz
Q11

Um diapasão vibra a 440 Hz. Uma corda próxima, quando tocada junto com o diapasão, produz 3 batimentos por segundo. Ao se aumentar ligeiramente a tensão da corda, o batimento aumenta imediatamente.

A frequência original de vibração dessa corda era:

  1. 434 Hz
  2. 437 Hz
  3. 443 Hz
  4. 446 Hz
  5. 3 Hz
Q12

Duas caixas de som, emitindo em fase e com a mesma frequência, estão posicionadas de modo que, num ponto P, a diferença entre as distâncias até as duas caixas vale 0,85 m. Considere a velocidade do som no ar igual a 340 m/s.

A menor frequência audível para a qual ocorre interferência destrutiva (mínimo de intensidade sonora) no ponto P é:

  1. 200 Hz
  2. 100 Hz
  3. 400 Hz
  4. 600 Hz
  5. 680 Hz
Q13

Um tubo sonoro ressoa nas três menores frequências observadas: 150 Hz, 250 Hz e 350 Hz. Considere a velocidade do som no ar igual a 340 m/s.

O tipo de tubo (aberto nas duas extremidades, ou fechado em apenas uma) e seu comprimento são, respectivamente:

  1. aberto nas duas extremidades; 1,70 m
  2. aberto nas duas extremidades; 3,40 m
  3. fechado numa extremidade; 3,40 m
  4. fechado numa extremidade; 0,85 m
  5. fechado numa extremidade; 1,70 m
Q14

Uma tsunami se propaga com velocidade v =gh (g = 10 m/s²). Em mar aberto, onde a profundidade é 4000 m, seu período é 600 s (10 min). Ao se aproximar da costa, a profundidade cai para 10 m, mas o período permanece o mesmo.

O comprimento de onda da tsunami perto da costa passa a ser:

  1. 120 km
  2. 6 km
  3. 60 km
  4. 0,6 km
  5. 12 km
Q15

Um sonar submarino emite pulsos de 50000 Hz (50 kHz) em água, onde a velocidade do som é 1500 m/s, e detecta o eco refletido por um objeto que se aproxima. A frequência recebida no eco é 1000 Hz maior que a emitida. Para velocidades do alvo muito menores que a do som, vale a aproximação Δf 2f0valvov.

A velocidade do alvo é:

  1. 7,5 m/s
  2. 10 m/s
  3. 30 m/s
  4. 15 m/s
  5. 20 m/s
Q16

Uma corda de 1,6 m de comprimento vibra com velocidade de propagação de 80 m/s.

corda fixa nas duas extremidades — 4 ventres

A frequência dessa vibração é:

  1. 25 Hz
  2. 50 Hz
  3. 100 Hz
  4. 200 Hz
  5. 400 Hz
QUI
Questões 17–24

QUÍMICA

Q17

Num frasco de 1 L, ocorre a reação H2(g) + I2(g) 2HI(g). Partindo de [H2]0 = [I2]0 = 1,0 mol/L e nenhum HI inicial, o sistema atinge o equilíbrio com [HI] = 1,6 mol/L.

O valor de Kc dessa reação é:

  1. 64
  2. 6,4
  3. 12,8
  4. 25,6
  5. 1,6
Q18

Um ácido fraco HA, com Ka = 1,0×10−5, é dissolvido em água até concentração inicial de 0,10 mol/L. Considere que a ionização é pequena frente à concentração inicial (aproximação usual: [H+] KaC).

O pH dessa solução é igual a:

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 5
  5. 6
Q19

O produto de solubilidade do AgCl é Ksp = 1,0×10−10 a 25 °C.

A solubilidade molar do AgCl em água pura, nessa temperatura, é:

  1. 1,0×10−12 mol/L
  2. 1,0×10−20 mol/L
  3. 5,0×10−11 mol/L
  4. 1,0×10−4 mol/L
  5. 1,0×10−5 mol/L
Q20

Dissolve-se AgCl (mesmo Ksp = 1,0×10−10) numa solução que já contém [Cℓ] = 0,010 mol/L, proveniente de NaCℓ previamente dissolvido. Desprezando a contribuição do próprio AgCℓ para a concentração de cloreto,

a nova concentração de Ag+ em equilíbrio é:

  1. 1,0×10−5 mol/L
  2. 1,0×10−8 mol/L
  3. 1,0×10−12 mol/L
  4. 1,0×10−6 mol/L
  5. 1,0×10−10 mol/L
Q21

Considere o equilíbrio do processo de contato, usado na produção industrial de ácido sulfúrico:

2 SO2(g) + O2(g) 2 SO3(g)  ΔH < 0

Para maximizar a formação de SO3 no equilíbrio, deve-se:

  1. aumentar a temperatura e adicionar um catalisador, que desloca o equilíbrio para os produtos.
  2. diminuir a pressão e aumentar a temperatura.
  3. aumentar a pressão e a temperatura simultaneamente.
  4. aumentar a pressão e diminuir a temperatura.
  5. adicionar um catalisador, que sozinho já é suficiente para deslocar o equilíbrio para os produtos.
Q22

Um tampão é preparado misturando um ácido fraco HA (Ka = 1,0×10−5) com seu sal NaA, na proporção [A]/[HA] = 10. Use a equação de Henderson-Hasselbalch: pH = pKa + log([A]/[HA]).

O pH dessa solução tampão é:

  1. 4
  2. 5
  3. 6
  4. 10
  5. 15
Q23

A 50 °C, o produto iônico da água vale Kw = 5,5×10−14 — maior que o valor a 25 °C. Nessa temperatura, [H+] = [OH] =Kw2,3×10−7 mol/L.

É correto afirmar que a água pura a 50 °C tem:

  1. pH = 7,00 e caráter neutro, pois a temperatura não altera o pH da água pura.
  2. pH ≈ 6,63 e ainda assim caráter neutro, pois [H+] = [OH] independentemente do valor numérico do pH.
  3. pH ≈ 6,63 e caráter ácido, já que o pH é menor que 7.
  4. pH = 7,00, mas caráter básico, pois o Kw aumentou.
  5. pH ≈ 7,26 e caráter básico.
Q24

Para a reação H2(g) + I2(g) 2HI(g), Kc = 64 (mesma reação da questão 17, mesma temperatura). Num certo instante, um frasco contém [H2] = [I2] = 0,50 e [HI] = 1,0 mol/L — valores que ainda não são de equilíbrio.

Nessas condições:

  1. Q = 4, menor que Kc, portanto a reação ainda vai avançar no sentido direto (formação de mais HI) até atingir o equilíbrio.
  2. Q = 4, maior que Kc, portanto a reação retrocede no sentido dos reagentes.
  3. Q = 64, igual a Kc, portanto o sistema já está em equilíbrio.
  4. Q = 16, menor que Kc, e a reação avança no sentido direto.
  5. Q = 0,25, maior que Kc, e a reação retrocede.
MAT
Questões 25–32

MATEMÁTICA

Q25

Num cubo de aresta a, considere uma aresta AB e a diagonal do cubo AG, ambas partindo do mesmo vértice A.

A B G
aresta AB e diagonal AG

O cosseno do ângulo entre AB e AG é:

  1. 1/2
  2. √2/2
  3. 2/3
  4. √3/3
  5. √6/3
Q26

Um tronco de pirâmide de bases quadradas tem base maior de lado 6 cm, base menor de lado 3 cm e altura 6 cm. Use V = h3(A1+A2+A1A2).

O volume desse tronco de pirâmide é:

  1. 90 cm³
  2. 126 cm³
  3. 180 cm³
  4. 63 cm³
  5. 270 cm³
Q27

Um poliedro convexo possui exatamente 4 faces triangulares e 4 faces hexagonais, e em cada vértice concorrem sempre 1 triângulo e 2 hexágonos.

O número de arestas e de vértices desse poliedro são, respectivamente:

  1. 12 arestas e 18 vértices
  2. 24 arestas e 8 vértices
  3. 18 arestas e 8 vértices
  4. 36 arestas e 12 vértices
  5. 18 arestas e 12 vértices
Q28

No espaço, um triângulo tem vértices A(0,0,3), B(4,0,0) e C(0,3,6), com medidas em centímetros.

A B C
triângulo ABC e sua sombra no plano xy

A área da projeção ortogonal desse triângulo sobre o plano xy (plano z = 0) é:

  1. 12
  2. 3,5
  3. 6
  4. 7
  5. 10
Q29

Uma esfera está inscrita num cubo de aresta 6 cm, tangenciando as seis faces do cubo.

A razão entre o volume da esfera e o volume do cubo é:

  1. π/6
  2. π/3
  3. π/4
  4. 4π/6
  5. π/2
Q30

Um octaedro regular (F = 8, A = 12, V = 6) tem um de seus vértices — onde concorrem exatamente 4 faces — cortado por um plano, sendo esse vértice substituído por uma nova face quadrada.

Após esse corte, o novo sólido possui:

  1. F=8, A=12, V=9
  2. F=9, A=12, V=9
  3. F=9, A=16, V=6
  4. F=9, A=16, V=9
  5. F=10, A=18, V=10
Q31

A distância do ponto P(3,3,3) ao plano de equação 2x + 2y + z 6 = 0 é:

  1. 1
  2. 3
  3. 9
  4. 4,5
  5. 27
Q32

Um cubo tem vértices A e G em extremidades opostas (diagonal do cubo). Um inseto caminha sobre as arestas do cubo, sempre avançando e sem repetir vértice, do vértice A até o vértice G pelo caminho mais curto possível — que sempre percorre exatamente 3 arestas.

A G
A e G em extremidades opostas do cubo

O número de caminhos distintos de comprimento mínimo entre A e G é:

  1. 3
  2. 4
  3. 6
  4. 8
  5. 12

FOLHA DE RESPOSTAS

Circule sua escolha e me envie uma foto — ou digite a lista.

1ABCDE
2ABCDE
3ABCDE
4ABCDE
5ABCDE
6ABCDE
7ABCDE
8ABCDE
9ABCDE
10ABCDE
11ABCDE
12ABCDE
13ABCDE
14ABCDE
15ABCDE
16ABCDE
17ABCDE
18ABCDE
19ABCDE
20ABCDE
21ABCDE
22ABCDE
23ABCDE
24ABCDE
25ABCDE
26ABCDE
27ABCDE
28ABCDE
29ABCDE
30ABCDE
31ABCDE
32ABCDE